COLUNA PONTO DE VISTA: O excesso de formatos internacionais e remakes na TV brasileira - SBT World

ULTIMAS

Featured Slider

23 de nov. de 2012

COLUNA PONTO DE VISTA: O excesso de formatos internacionais e remakes na TV brasileira

 Sugestões para @edison_mineiro 

O excesso de formatos internacionais e remakes na TV brasileira 


Acorda cedinho, toma o café da manhã às pressas para não perder o ônibus. Na escola, guarda o melhor lugar antes do soar da campainha. Já de volta em casa, espera o relógio marcar as 2h15 para assistir “Gotinha de Amor”. Quando cai à tardinha, fica com os olhos grudados aguardando “Carrossel” e mais tarde “A Fazenda”. Aos domingos, junta toda a galera e faz aquela pipoca para ver o The Voice Brasil. Com certeza, algum de vocês se encaixou neste perfil!

Não é de hoje que os realitys, games e talks shows representam uma gorda fatia da programação televisiva. Big Brother Brasil, No Limite, Ídolos, Supernanny, CQC e muito mais. Apesar de serem formatos diferentes, todos têm em comum o fato de atraírem notáveis cotas publicitárias e virem do estrangeiro. A influência estadunidense, nas produções tupiniquins, está enraizada desde o início das transmissões da Tupi.
À princípio a TV não era popular no nosso país, as empresas nacionais não se interessavam; resultado: poucos anunciantes. As únicas que viam as emissoras com bons olhos eram as corporações multinacionais. As mesmas bancavam os produtos brasileiros, porém não ficava barato, eles exigiam o que queriam ver, como também se envolviam na contratação de alguns profissionais. Glória Magadan e Boni, por exemplo, eram contratados da Colgate-palmolive através da agência Lintas. E não parava por aí, alguns programas ganhavam o nome dos patrocinadores: Repórter Esso (o primeiro noticiário brasileiro), Gincana Kibon (sucesso nos anos 50 na Record). Além disso, formatos internacionais eram importados e adaptados.

Atualmente produtores viajam ao exterior e voltam com as “malas” cheias de “ideias”, “atrações”, tudo feito comida instantânea, ou seja, pronto, mas é preciso acrescentar água. No caso dos programas, essa água corresponde à adaptação para uma linguagem local. O sucesso é tanto que empresas como a Endemol vieram abrir um escritório no Brasil, com a intenção de fiscalizar possíveis plágios e vender conteúdos.

Outra parcela da grade televisiva encontra-se entregue as reprises e remakes. O SBT conta com quase 6 horas destinados às repetições. É claro é nostálgico reviver de novo e sem falar que dá audiência: alguém se lembra dos 15 pontões de Pantanal, no último capítulo, em 2010? Quanto aos remakes vemos Carrossel (mega sucesso), Guerra dos Sexo, Gabriela e Rebelde (os dois últimos acabaram recentemente) e logo teremos Chiquititas. Não criaram nada, apenas estamos vivendo do passado!

“Não entendo por que eles fazem tantos remakes, só de obra minha já fizeram vários. Vão fazer outro agora, “Guerra dos Sexos”. Acho que é por falta de história. Hoje em dia são produções milionárias, extraordinárias, tudo muito sofisticado. Perde um pouco aquela coisa mais lúdica.” Conta Lucélia Santos ao Gente do Ig.com.

A TV dos anos 2010 mostra-se em um círculo vicioso, estagnada. A célebre frase do Chacrinha sintetiza tudo: “Nada se cria, tudo se copia”. Profissionais do meio televisivo veem como mais fácil comprar algum produto do exterior: “se faz sucesso lá fora certamente fará aqui”. Enquanto isso, milhares de jovens ou adultos criativos, com ideias inovadoras, mas precisam apenas de uma oportunidade.

Edison Mineiro - SBT World





Nenhum comentário:

Postar um comentário

Cuidado com o que você comenta,seus argumentos pode prejudicar nossa equipe e você próprio.

Postagem mais recente Postagem mais antiga Página inicial