Carnavalesco garante que não haverá nudez durante o desfile.Primeira ala a pisar na avenida será composta por cerca de 70 judeus.
“Não pedimos permissão para ninguém porque estamos fazendo o carnaval de forma respeitosa”, afirma André Machado, carnavalesco da Pérola Negra, ao ser questionado sobre o enredo que vem do Velho Testamento. Com o enredo “Abraão, o patriarca da fé”, a escola fecha a primeira noite de desfiles no Anhembi, em São Paulo, que começam na sexta-feira (4). A Pérola Negra deve entrar na avenida já na madrugada de sábado (5), com desfile previsto para começar às 4h45.O carnavalesco da escola da Vila Madalena também garante que, por se tratar de um personagem enraizado nas doutrinas do cristianismo, judaísmo e islamismo, não haverá nudez em seu desfile. A ideia do enredo surgiu de um site que mostra os caminhos que Abraão percorreu. “Eu também não podia deixar de usar como fonte de estudo a Bíblia, que esteve presente durante todo o desenvolvimento do enredo”, diz MachadoO primeiro setor do desfile da Pérola Negra fala sobre a conversa entre Abraão e Deus. O carro alegórico que fecha o setor faz referência a Canaã, a cidade prometida ao protagonista do carnaval da escola da Vila Madalena. A primeira ala da escola é composta por cerca de 70 judeus, já que Abraão é considerado o patriarca do judaísmo. Quem "recrutou" os componentes foi Jairo Roizen, diretor de marketing e assessor de imprensa da escola, que é judeu. André Guedes e Gisa Camilo, primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da escola, representam Abraão e Sarah, mulher do patriarca da fé, que deve aparecer com uma fantasia que faz alusão a sua gravidez.De acordo com o carnavalesco, a plateia e os espectadores do desfile devem ver a terra prometida equipada de chafarizes que lançam mel e leite a 3 m de altura.Culto e festaO carnavalesco André Machado é cristão e vem de família católica. Segundo ele, o samba-enredo está sendo tocado ao final das missas da paróquia que sua mãe frequenta. O diretor de marketing Jairo Rozen também disse que a letra já foi elogiada por rabinos mais liberais. Abraão e sua família também aparecem caracterizados na comissão de frente.Mesmo não revelando detalhes sobre a fantasia dos 15 componentes, o carnavalesco disse que fez questão de deixar o figurino semelhante ao que era usado na época, feito de algodão cru e em tons pastel. O enredo ainda passa pela destruição das cidades de Sodoma e Gomorra e pela passagem do Velho Testamento em que Abraão tenta sacrificar seu filho. A escola entra no Sambódromo com 5 carros alegóricos, 23 alas e 3.000 componentes.A bateria, comandada pelo mestre Bola, conta com 230 ritmistas com fantasias que representam o povo de Javé. A madrinha da bateria é a atriz Nanda Lisboa e a rainha é a dançarina e coreógrafa Thaís Pimentel. O samba é puxado por Douglinhas Aguiar.
“Não pedimos permissão para ninguém porque estamos fazendo o carnaval de forma respeitosa”, afirma André Machado, carnavalesco da Pérola Negra, ao ser questionado sobre o enredo que vem do Velho Testamento. Com o enredo “Abraão, o patriarca da fé”, a escola fecha a primeira noite de desfiles no Anhembi, em São Paulo, que começam na sexta-feira (4). A Pérola Negra deve entrar na avenida já na madrugada de sábado (5), com desfile previsto para começar às 4h45.
O carnavalesco da escola da Vila Madalena também garante que, por se tratar de um personagem enraizado nas doutrinas do cristianismo, judaísmo e islamismo, não haverá nudez em seu desfile. A ideia do enredo surgiu de um site que mostra os caminhos que Abraão percorreu. “Eu também não podia deixar de usar como fonte de estudo a Bíblia, que esteve presente durante todo o desenvolvimento do enredo”, diz Machado
O primeiro setor do desfile da Pérola Negra fala sobre a conversa entre Abraão e Deus. O carro alegórico que fecha o setor faz referência a Canaã, a cidade prometida ao protagonista do carnaval da escola da Vila Madalena. A primeira ala da escola é composta por cerca de 70 judeus, já que Abraão é considerado o patriarca do judaísmo. Quem "recrutou" os componentes foi Jairo Roizen, diretor de marketing e assessor de imprensa da escola, que é judeu. André Guedes e Gisa Camilo, primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da escola, representam Abraão e Sarah, mulher do patriarca da fé, que deve aparecer com uma fantasia que faz alusão a sua gravidez.
De acordo com o carnavalesco, a plateia e os espectadores do desfile devem ver a terra prometida equipada de chafarizes que lançam mel e leite a 3 m de altura.
Culto e festa
O carnavalesco André Machado é cristão e vem de família católica. Segundo ele, o samba-enredo está sendo tocado ao final das missas da paróquia que sua mãe frequenta. O diretor de marketing Jairo Rozen também disse que a letra já foi elogiada por rabinos mais liberais. Abraão e sua família também aparecem caracterizados na comissão de frente.
Mesmo não revelando detalhes sobre a fantasia dos 15 componentes, o carnavalesco disse que fez questão de deixar o figurino semelhante ao que era usado na época, feito de algodão cru e em tons pastel. O enredo ainda passa pela destruição das cidades de Sodoma e Gomorra e pela passagem do Velho Testamento em que Abraão tenta sacrificar seu filho. A escola entra no Sambódromo com 5 carros alegóricos, 23 alas e 3.000 componentes.
A bateria, comandada pelo mestre Bola, conta com 230 ritmistas com fantasias que representam o povo de Javé. A madrinha da bateria é a atriz Nanda Lisboa e a rainha é a dançarina e coreógrafa Thaís Pimentel. O samba é puxado por Douglinhas Aguiar.
Escultura de ninfa recebe os últimos reparos para o carnaval da Pérola Negra, escola da Zona Oeste de São Paulo (Foto: Rafael Italiani/G1)
Fantasia de uma das alas da escola que fecha o
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