Existem bandas que você nem precisa ter um comprado um CD ou baixado uma música para conhecer todo o seu repertório. É o caso do Black Eyed Peas. No auge de sua forma, o quarteto americano encerrou na noite desta quinta-feira (4), em São Paulo, uma maratona de nove apresentações pelo território brasileiro. Durante 2h15, Will.i.am, Apl.de.ap, Taboo e Fergie transformaram o estádio do Morumbi em uma grande balada com mais de 25 músicas (leia-se: hits) de autoria própria ou covers.
O grupo subiu ao palco pontualmente às 22h com “Let’s get started” e fez um set list semelhante ao dos outros concertos nacionais, com uma ou outra improvisação de Will.i.am, a alma do grupo de maior sucesso da música pop dos últimos seis anos. Afinal, quem se pode dar ao luxo atualmente, com menos de dez anos de carreira, de enfileirar uma sequência inicial que inclui petardos do calibre de “Rock that body”, “Meet me halfway”, “Don’t phunk with my heart”, “Imma be”, “My humps”, “Hey mama” e “Mas que nada”? – essa última, acompanhada de 15 passistas
de escola-samba.
pesar dos gritos e olhares masculinos serem todos – merecidos - para Fergie, Will.i.am é o maestro que conseguiu transformar a banda nesse fenômeno musical, que surgiu como grupo de hip & hop e hoje é de electro (com muito autotune). Carismático em sua divertida roupa de andróide, que em certo momento do show parece um encontro do Robocop com O Exterminador do Futuro, ele rege a plateia e dispara todos aqueles lugares comuns de artistas internacionais que fazem shows por aqui sem soar piegas.
E olha que o show do Black Eyed Peas é brega! Taboo faz mais o gesto de coração com as mãos que os garotos do Restart, Will.i.am toca uma keytar, aquele teclado-guitarra que foi ícone das boy band nacionais dos anos 1980, e dentre as fantasias das sete dançarinas que participam do show há uma de caixa de som à la “Transformers”. Fora os figurinos usados por Fergie, que fazia as mais fashionistas torcerem o nariz.
Mas se existe um gênero que permite coros ensaiados e glitter e raio-laser em excesso, esse gênero é o pop.

Público relclamou de má organização
Como ponto negativo da apresentação, vale chamar a atenção para a imensa pista Vip montada pela produção do espetáculo no Morumbi. O palco do Black Eyed Peas estava na altura de uma das traves do gramado e o “cercadinho” de R$ 600 se estendia até a metade da área dele, no limite do meio-campo, cujo comprimento é um pouco maior que 108m.
Com um espaço nobre assim tão grande, o que se viu foi muitos espaços vazios, distoando o do resto do estádio, lotado. O fundo do lado esquerdo da pista Vip estava tão ermo que um homem que dançava como se ninguém o estivesse vendo, foi durante grande parte do show imitado por um grupo de sete jovens bem-humorados, como se ali existisse uma aula de ginástica.
Quem estava do outro lado da barreira de isolamento não aguentava a revolta. “É a maior pista Vip do mundo”, definiu um rapaz da pista “normal”.
A onda de show continua em SP...
E neste final-de-semana ainda tem o mega-show do grupo Jonas Brothers, sem a presença de Demi Lovato, que faria a abertura más, por "problemas de saúde" cancelou sua participação na turnê do grupo. O show acontece neste sábado no Estádio do Canindé, os ingressos vão de R$165 a R$ 805.
Os Jonas Brothers vão trazer outros participantes dos dois "Camp Rock" para cantarem faixas do segundo filme. O repertório também deve contar com faixas da trilha sonora de "Jonas L.A.", série estrelada pelos irmãos.
Onde: Estádio do Canindé (Portuguesa) - Rua Commendador Nestor Pereira, 33
Quanto: entre R$ 165 e R$ 805, com direito à meia-entrada
Informações: (11) 4003-6464 / www.ticketsforfun.com.br
Ficamos por aqui más semana que vem tem mais cultura pop aqui no SBT World. Até mais galera...



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